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JUN
3
VISITA DOS DUQUES DE EDIMBURGO TERMINA COM PASSEIO NO PORTO E UM BRINDE
A viagem de três dias do príncipe Eduardo e da mulher Sofia conclui com a entrega das chaves da cidade no Porto. O dia inclui ainda uma visita à Sé e um concerto na Casa da Música.
Depois de visitarem Lisboa e percorrem o centro do país, os duques de Edimburgo chegam ao Porto para o último dia da visita real a Portugal. Na Invicta, começam a manhã a receber as chaves da cidade pela mão do presidente da câmara, Pedro Duarte, mas espera-os um dia recheado que inclui encontros com estudantes, uma visita à Sé e, claro, um brinde com vinho do Porto, antes de Eduardo e Sofia regressarem a Londres.
Depois da cerimónia de entrega das chaves da cidade na Câmara Municipal do Porto, onde será recebido com honras da Polícia Municipal e dos Bombeiros, o irmão mais novo de Carlos III vai a uma escola britânica, à semelhança do que fez nesta terça-feira em Lisboa, onde esteve na St. Julian’s, em Carcavelos.
Na Oporto British School, a mais antiga escola britânica na Europa, fundada em 1894, vai plantar uma árvore com os jovens estudantes e conhecer organizações ligadas ao prémio internacional do duque de Edimburgo (criado em 1956 pelo príncipe Filipe para apoiar jovens promissores), que funciona em 50 escolas e universidade portuguesas. Curiosamente, Isabel II esteve na mesma instituição de ensino em 1957, quando visitou Portugal pela primeira vez, lembra em comunicado a Embaixada Britânica, organizadora desta visita real.
Ao final da manhã, os duques de Edimburgo são recebidos na Feitoria Inglesa, que foi ponto de encontro social dos comerciantes britânicos de vinho do Porto durante o século XVIII. O casal vai aprender sobre a importância das trocas comerciais entre os dois países, quando os portugueses enviavam vinho para Inglaterra e recebiam têxteis de volta.
De seguida, será a escritora e jornalista Isabel Stilwell, com raízes inglesas e autora de romances históricos (o primeiro precisamente sobre Filipa de Lencastre), a guiar a visita à Sé do Porto, local símbolo para a união luso-britânica. Foi aqui que a 2 de Fevereiro de 1387, aconteceu o casamento entre o rei D. João I e Filipa de Lencastre, neta do rei Eduardo III de Inglaterra, fruto do Tratado de Windsor, assinado no ano anterior, que oficializava a colaboração entre Portugal e Inglaterra.
O acordo, que ninguém denunciou nos últimos 640 anos e continua activo (sendo considerado o tratado mais antigo do mundo), estabelecia obrigações de socorro mútuo, auxílio militar e apoio diplomático, além de livre circulação de pessoas e bens nos dois territórios.
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